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O Atendimento Espiritual no Centro Espírita é o conjunto de atividades que visa a atender, adequadamente, as pessoas que buscam e freqüentam o Centro Espírita visando a obter esclarecimento, orientação, ajuda e assistência espiritual e moral. O Atendimento Espiritual tem por finalidade acolher as pessoas, por meio de ações fraternas e continuadas, de conformidade com os princípios do Evangelho à luz da Doutrina Espírita. Para atingir este objetivo, a Diretoria de Assistência Espiritual conta com as seguintes atividades: - Atividade de Recepção;
- Atividade de Atendimento fraterno pelo diálogo;
- Atividade de Explanação do Evangelho à luz da Doutrina Espírita;
- Atividade de Atendimento pelo passe;
- Atividade de Irradiação;
- Atividade de Evangelho no lar;
- Atividade de Implantação do Evangelho no lar.
Caso o companheiro se interesse por alguma dessas atividades, deverá procurar a Secretaria/Biblioteca para obter maiores informações ou dirigir-se ao Atendimento Fraterno que funciona às 3ªs e 4ª feiras, das 19h30 às 20h30.
VIVÊNCIA MEDIÚNICA Estudando a paranormalidade humana com critério e austeridade, Allan Kardec anotou, no item 159 do Capítulo XIV de O Livro dos Médiuns, “que todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium.” Analisando a mediunidade, o ínclito Codificador esclareceu que a sua expressão orgânica não constitui privilégio, antes é uma faculdade do Espírito, cuja condução depende dos valores éticos daquele que a possui. Desse modo, ela está presente na quase totalidade dos indivíduos e em todo lugar, desvinculada de quaisquer conquistas morais ou de outra natureza. Sendo, no entanto, instrumento que propicia o progresso, por cujo intermédio ocorrem as demonstrações da imortalidade e todo um elenco de contribuições para a felicidade humana, a sua condução exige requisitos graves, do que resultam as bênçãos que se anelam, exercitando-a com elevação. O perfeito conhecimento dos objetivos da mediunidade equipa o intermediário para a desincumbência do compromisso assumido antes da reencarnação, e o menosprezo acarreta problemas muito complexos, interferindo na existência do seu portador. Todo instrumento deixado ao abandono sofre os efeitos danosos do descuido. Qualquer faculdade do corpo, da mente ou da alma, relegada a plano secundário, padece a desorganização que o tempo, a falta de exercício impõem, gerando atrofia, atraso, desequilíbrio. A mediunidade não constitui exceção. Médiuns, conscientes ou não, foram os santos, os sabios, os artistas, por conseguirem sentir a presença dos Espíritos ou do pensamento superior de que se tornaram instrumentos, expressando, nas próprias vidas, nas realizações e inventos, a manifestação superior de que se fizeram objeto. No que tange à conduta espírita, o médium é portador de abençoada instrumentalidade para auto-iluminar-se, promover o progresso da Humanidade, desenvolver os valores nobres, consolar e amparar as criaturas atormentadas e sofridas de ambos os planos da Vida. Assim, o indivíduo é médium em todos os momentos da existência física, e não apenas esporadicamente, durante as reuniões experimentais de que participa. Conforme a conduta mental e social, graças aos pensamentos e ações, atrai Espíritos com os quais se afina, passando a agasalhar-lhes os sentimentos e as idéias, que exteriorizará, às vezes, sem dar-se conta. A vivência mediúnica é, por conseqüência, capítulo importante, no dia-a-dia de todo aquele em quem a faculdade se manifesta, e pretende servir ao programa do Bem, na restauração ou fundação da sociedade justa e feliz, ou da Era Nova do Espírito Imortal. A disciplina constitui um elemento importante, para que outros deveres se apresentem, favorecendo a desincumbência do ministério abraçado. Graças ao seu exercício correto, torna-se imediata a luta pela superação do egoísmo e seu séqüito nefando, sempre responsáveis pelas ocorrências desditosas entre os homens. Como antídoto a esse terrível adversário íntimo, a experiência do amor solidário e a adaptação ao sentimento de humildade real fazem-se indispensáveis para o desenvolvimento de outras virtudes, que formam o conjunto de recursos auxiliares para conseguir-se a vitória. A vivência mediúnica saudável é conseqüência da conscientização do compromisso, que se adquire através do estudo da própria faculdade, da meditação em torno das suas finalidades quanto da irrestrita confiança em Deus. A vivência mediúnica será expressa na ação dignificadora, que se constitui recurso precioso para a pacificação íntima e a felicidade. Médiuns existem de todos os quilates e portadores das mais variadas faculdades. Médiuns espíritas, porém, conscientes e responsáveis, são em número menor, que se entregam à vivência integral objetivando alcançar o mediunato, que é a grande meta que pretendem os Espíritos missionários no exercício da mediunidade. Joanna de Ângelis
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