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Mudanças Necessárias

(por Telvi Costa)

 

 Existem momentos na vida em que precisamos tomar algumas decisões inadiáveis. A escolha de um curso superior, o ingresso em certa carreira profissional ou ainda uma mudança de cidade, são ocasiões que nos exigem uma definição clara quanto ao rumo a seguir, com o objetivo de atingir níveis mais elevados em nossa existência.           

O mesmo se dá com as organizações humanas. Empresas decidem a todo momento se pretendem exportar ou investir no mercado interno, companhias avaliam sobre a conveniência de lançar um novo produto, Organizações Não-Governamentais optam por atender a tal ou qual segmento da sociedade e assim por diante.       

     

Quanto aos Centros Espíritas, a situação é semelhante. Como postos avançados da espiritualidade superior materializados na Terra, os núcleos espiritistas bem constituídos têm por missões primordiais aprimorar caracteres e iluminar consciências, valendo-se, para tanto, dos instrumentos da educação e da caridade, em seu sentido mais amplo. Para concretizar essas tarefas, é necessário desprendimento, dedicação e humildade por parte dos trabalhadores de uma Casa Espírita.           

Em certos momentos históricos como o que estamos vivenciando, no entanto, há uma mudança de paradigmas tão radical que exige dos Centros Espíritas a tomada de decisões indispensáveis para a realização de suas elevadas finalidades. O apelo à reforma íntima não pode mais ser apenas uma sugestão, mas sim uma necessidade imperiosa de todos, em face da turbulenta transição planetária que enfrentamos. A união dos integrantes da Casa já não pode ser uma mera norma programática dos estatutos, mas deve concretizar-se em ações efetivas de congraçamento mútuo. Os trabalhadores espíritas não podem mais ficar restritos tão-somente aos seus trabalhos semanais, repetindo crenças e posturas por décadas a fio, mas precisam se reciclar, atualizar seus conhecimentos e formas de atuação.           

A nossa querida Casa da Fraternidade, o GEAEF, está atravessando uma dessas fases de mudanças que se caracteriza por movimento, ação e dinamismo empreendedor. Não são rupturas com o passado ou modificações radicais, mas transformações necessárias com vistas à concretização das finalidades divinas de um Centro Espírita que pretende estar em sintonia com Jesus e Kardec no alvorecer do Terceiro Milênio. A reforma do salão de palestras, a reativação da biblioteca, o incremento do intercâmbio com outras Casas espíritas, a observância da pureza doutrinária, todas as mudanças que nosso Centro vem realizando têm como única bússola a Doutrina Espírita e como únicos objetivos o melhor atendimento (em todos os sentidos) a encarnados e desencarnados.          

 Conscientes desses bons propósitos, cabe a nós, participantes do GEAEF, dedicarmos nossos melhores esforços para nos adequarmos às novas diretrizes, auxiliando nossa Casa da Fraternidade para que continue sua obra iluminada. Lembremos o imortal escritor Herculano Pires, que em seu livro “O Centro Espírita” escreveu: “Se cada freqüentador do Centro quiser ajudá-lo na sua missão superior de preparar os homens para um mundo melhor, a dinâmica do Centro se intensificará para o bem de todos”. 

 
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